Viajar durante a pandemia é possível?

Queremos compartilhar com vocês a nossa experiência de viajar no período de pandemia. Sabemos que cada um deve respeitar seu próprio tempo e limite. Se você não se sente seguro quanto a sair, melhor coisa é ficar em casa.

Assim, como a maioria das pessoas, ficamos em casa por 5 meses. Até o mercado fazíamos pelo celular, mas há cerca de 45 dias resolvemos que a vida é muito breve e que, com os devidos cuidados, poderíamos sim viajar.

Em nossa avaliação, viajar para lugares onde não se tem uma concentração muito grande de pessoas, seguindo as regras de distanciamento social e de higiene, é perfeitamente possível. Viagens de carro, claro.

A 1a delas foi na região serrana aqui próximo à Macaé. Fizemos um bate-volta em São Pedro da Serra, respiramos o ar da montanha, almoçamos num restaurante com poucas pessoas e voltamos pra casa revigorados.

Na 2a também fomos para a serra, dessa vez em Petrópolis. Ficamos hospedados numa pousada localizada próximo ao Museu Imperial, mas dentro de uma nova filosofia de segurança, achamos por bem levar nossas roupas de cama e banho.

No último fim de semana (feriado de 7 de setembro), resolvemos ir um pouco mais longe. De novo fomos respirar os ares da montanha. Desta vez escolhemos ir pra Maringá-RJ – Visconde de Mauá.

A hospedagem foi escolhida a dedo. Alugamos um chalé no alto da montanha e totalmente afastado do burburinho do centro.

Também dessa vez, dentro do “novo normal”, levamos nossa roupa de cama e banho, apesar da pousada nos garantir que estavam adotando todas as medidas de segurança.

Na chegada à Mauá, no 1o dia , compramos por R$ 5,00 um mapa com todas as atrações da região, no quiosque de atendimento ao turista,
Além das Cachoeiras que já estavam em nosso roteiro, descobrimos que existem muitas outras e um Museu que nos chamou atenção, já que somos motociclistas – Museu Duas Rodas.

Check-in no Chalé

Localização perfeita, tudo muito arrumadinho e uma vista de tirar o fôlego.

Depois de ter feito check-in, saímos para passear pela cidade.
Vimos que a cidade estava muito cheia e que teríamos que repensar nossa estratégia para curtir as cachoeiras e fazer as nossas refeições.
Por volta das 13h a maioria dos turistas estavam nas cachoeiras, aproveitamos o centro vazio para bater pernas pelas lojas e almoçar.
Voltamos para o nosso Chalé para curtir a tarde por ali mesmo e deixamos para fazer os passeios a partir do outro dia.

No domingo pulamos bem cedo da cama, tomamos nosso café da manhã e partimos para as cachoeiras por volta das 8:00h, nesse horário não há fluxo de turistas.

A 1a cachoeira que visitamos foi a Véu de Noiva. Era tão cedo que nem o funcionário responsável por abrir o portão que dá acesso ao local, havia chegado. Ficamos por ali contemplando e registrando aquele momento único, mas sem chances de dar um mergulho, pois a noite tinha sido muito fria e a água estava mega gelada.

Deixamos o nosso carro estacionado por ali e fomos andando até a mais famosa das Cachoeiras nesta região – Cachoeira do Escorrega, em Maromba. São 2km de caminhada leve, pela estrada sem asfalto. Foi a decisão mais acertada, porque, na volta o trânsito estava totalmente parado, dado ao grande volume de carros, sem contar que descobrimos vários cantinhos super charmosos para fotografar.

Como chegamos cedo a essa cachoeira , a exemplo da anterior , tivemos um momento de descontração e brincadeira naquela água congelante. Quando começou a tumultuar, partimos com a certeza de que escolhemos o melhor horário para visitação.


Retornamos para o nosso carro no meio de um trânsito caótico, quase não era possível passar a pé por entre os veículos.

MUSEU DUAS RODAS

Com tempo livre e fugindo da aglomeração das cachoeiras, aproveitamos para conhecer o Museu Duas Rodas


O local onde fica o Museu é grande é tem varias atrações: arvorismo, tirolesa, boia cross etc, mas o Museu em si é pequeno. Vale a visita para os amantes de duas rodas – bike e motocicleta.

A história e a evolução deste tipo de transporte desde 1913. Algumas relíquias estão expostas neste local.

Parque do Museu Duas Rodas


Para evitar aglomeração, a opção foi almoçar cedo, tipo família com crianças. Um restaurante chamou a nossa atenção pelo nome: O filho da Truta e como as avaliações do TripAdvisor eram boas, resolvemos ir lá experimentar.
Não pegamos fila, o que não é comum, pois em pouco tempo, a fila de espera já estava enorme. Existem diversos pratos com truta, a comida é ótima, mas vá sem pressa, porque demora muito até sair o prato principal. Entradinha imperdível: casquinha de truta, melhor que ja comi na vida.

Escolhemos: Truta defumada com cebolinha e Truta Fresca com lascas de maçã e passas. Todos os pratos são acompanhados de batata rostie.

Saimos para jantar por volta das 18:30h. Praticamente abrimos o restaurante Casa Di Pedra , ambiente agradável e massa deliciosa. Sentamos na varanda próximo a lareira, já que estava bem friozinho. Por volta das 20:30h começou a ficar tumultuado, mas já estavámos de partida.

Último dia por aqui, mas ainda tínhamos muitas cachoeiras para conhecer. Decidimos ir conhecer O Sitio Cachoeiras do Alcantilado.

A principal atração deste local é a trilha até a Cachoeira do Alcantilado, que fica a 1500 metros de altitude. Para ter acesso ao Sitio e visitar as 9 cachoeiras, em que a do Alcantilado é a que está no pont mais alto, é necessário comprar os ingressos logo na chegada. O valor é R$ 25,00 por pessoa e não há  necessidade de guia, já que esta tudo muito bem estruturado e sinalizado.

Fomos o segundo casal a chegar ao local, e as 9h da manhã iniciamos nossa trilha.

As Cachoeiras

Quem acompanhou meu story no Instagran @viajareminhavibe pôde ver vários filmes que fiz de cada uma das cachoeiras; se você perdeu; não tem problema esta salvo nos destaques.

Primeira parada foi no Poço da Areia

Desse poço até a Cachoeira do Lajeado a trilha é leve, dali em diante fica moderada e se você estiver fora de forma, não se preocupe, pois existem vários bancos espalhados na parte alta para descansar.

A próxima é a Cachoeira da Gruta do Granito. Dessa até a do Alcantilado a subida é bem íngreme e parece não ter fim, mas não desista, pois  a vista lá de cima é linda.

Abaixo o mapa da trilha com todas as Cachoeiras que conhecemos.

Dica: levar toalha de praia, pois a agua é muito gelada e não há muitos lugares com  sol (trilha super arborizada),  mesmo em setembro o frio estava hard.

Dado ao novo momento que estamos vivendo, foi  uma experiência diferente e muito agradável. Enquanto estivermos  às volta com esta pandemia,  vamos  nos divertindo com adaptações à nova realidade.

Deixe seu comentário e nos ajude aprimorar os nossos relatos de viagem.

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