Leste Europeu – Hungria, Budapeste

Após dois dias intensos e maravilhosos em Viena, nosso próximo destino foi Budapeste.

Optamos por aproveitar bastante o último dia em Viena e fomos para Budapeste de ônibus, no ultimo horário disponivel .

Passamos por uma situação bem desconfortável no ônibus, vimos que bem perto de nós um cara que falava uma lingua que não identificamos estava importunando uma jovem estrangeira que viajava sozinha.

Quando chagamos na parada final do ônibus, por volta das 22:30h, um lugar ermo, escuro e sem muitas informações (o motorista não falava e nem entendia Ingles) uma jovem brasileira se aproximou de nos pedindo pra ir conosco até a estação do metrô porque tinha um indivíduo que a estava incomodando durante todo o trajeto – foi tenso.

Felizmente após uns 10 minutos de caminhada, um amigo dela veio ao seu encontro e nos conduziu até  a estação metrô mais próxima.

Como já era tarde não havia onde fazer câmbio. Conseguimos; depois de muitas tentativas; pois o idioma usado nas máquinas era húngaro, comprar o ticket do metrô no cartão de crédito. Dica: fazer câmbio, mesmo que de uma quantia pequena, na cidade anterior para não passar perrengue.

Pegamos 2 metrôs e um VLT até a endereço do nosso apartamento.

Escolhemos alugar um apartamento, pelo hoteis.com, porque os preços dos hotéis estavam muito altos (feriado de Páscoa, muita concorrência).

A localização do apartamento era excelente, ficava na Liszt Ferenc, junto a praça Deák Ferenc, em Pest. Perto de vários restaurantes, cafés e pontos turísticos.

Além do “perrengue do tarado do ônibus e do ticket do metrô” rolou outro que foi conseguir acessar o apartamento que alugamos.

Recebemos todas as orientações da nossa senhoria, mas o prédio era muito antigo e o elevador dava até medo de entrar.

Estávamos no 2o andar, mesmo cansadas subimos de escada carregando as malas. Quando chegamos na porta do apartamento, descobrimos que a chave estava num cofre no 3o andar e tinha uma senha de acesso. Como já estavámos com chip internacional que compramos em Viena, fizemos contato com a senhoria, que protamente nos ajudou. Beleza depois de uns 30 minutos finalmente conseguimos entrar no apartamento, que por sinal era ótimo, todo novinho.

Ainda bem que assim que chegamos próximo ao apartamento fizemos um lanche rápido no pizza hut, porque além de cansadas vimos que os restaurantes do entorno estavam todos fechados.

Amanhecemos moídas do dia anterior, mas pulamos cedo da cama, afinal estavámos ali pra nós divertir e não para dormir.

Primeiro dia em Budapeste

Casa de Câmbio

Primeira coisa era procurar casa de câmbio, para
trocar euros por forints ou florins húngar (HUF). Encontramos várias na região, mas optamos por uma pequena próxima a rua de nosso apartamento. Não trocamos muito, pois queríamos comparar com outras, mas tarde descobrimos que aquela era a melhor cotação e melhor de tudo sem comissão. Não me lembro exatamente a cotação do dia, mas foi algo em torno de 320 HUF.

Tinham vários cafés por perto, escolhemos um que não estava muito cheio, fizemos nosso dejejum e partimos.

Transporte

Não compramos o cartão que dava acesso ao transporte público, pois vimos que daria para fazer quase tudo a pé e quando fosse necessário compraríamos ticket avulso pra metrô ou ônibus.

Andamos despretensiosamente pelas ruas, sem pressa, observando cada detalhe até chegar a Catedral Sao Estevão – Szent Istvan Bazilika. Visitamos a parte interna, que é gratuita.
Para visitar a torre, você deve pagar , HUF 500. A subida pode ser por escadas (364 degraus) ou de elevador. A fila estava muito grande. Resolvemos voltar noutro dia.

Seguimos pra Chain Bridge, também conhecida como Ponte das Correntes (foto 1), onde se tem uma vista linda do rio Danúbio.

Da Ponte tem-se uma visão privilegiada do Parlamento Hungaro (foto2). De um lado da ponte têm-se a histórica e imperial Buda e do outro Pest.

Aquele dia havíamos reservado pra conhecer a parte alta da cidade – Buda, como já estávamos ao pé do morro, fomos nos informar sobre qual a melhor forma para subir.

Tínhamos 3 opções para subir até Buda.
1) a pé – uma ladeira considerável

2) de funicular – custava o equivalente a 6euros (nós duas), mas a fila era enorme

3) de Tuk Tuk ou Van- Essa foi nossa escolha (foto3). O tuk tuk era o mesmo preço do funicular, mas para embarque imediato, sem contar que é muito mais charmoso subir a ladeiras apreciando as belezas arquitetônicas.

Existem quatro paradas no caminho, mas decidimos ir até a parte mais alta onde fica o Buda Castle e Fisherman’s Bastion (Bastião dos Pescadores em Português) e fazer as paradas na volta.

Mal saímos do tuk tuk e já estávamos lá numa lojinha de artesanato (que por sinal tem muitas nesta região) procurando lembranças para trazer.

A vista do Danúbio e Pest lá de cima é ainda mais espetacular. Paramos em vários pontos para tirar fotos e resolvemos sentar num restaurante para apreciar a vista. Escolhemos o Budapest Terrace (fots 3 e 4)

Estava próximo à hora do almoço , resolvemos almoçar por ali mesmo e usufruir ainda mais daquela vista. Apesar de estar muito cheio o diferencial foi o atendimento. O cardápio não tinha muita variedade, mas nos atendeu e melhor de tudo , preço justo.

A essa altura já não havia tanta gente e pudemos passear mais tranquilamente pelos jardins do Castelo de Buda (foto5 – foto da internet), com solzinho gostoso e temperatura amena, foi um prazer apreciar aqueles jardins. O complexo é formado por: Palácio Real , um museu com pinturas, museu de história e a biblioteca nacional Széchenyi, a maior do país. Não pudemos entrar, pois estava fechado.

Não sei vocês, mas eu sou “a louca” das feirinhas e tinha uma ali no Castelo. Gosto muito de comprar copinho de xotes de lembrança, mas achei o preço meio salgado. Paradinha rápida no Mirante onde tem a estátua da Virgem Maria e descemos para o Bastião dos Pescadores, que também fica na parte alta..

De todas as atrações de Buda, para mim o Fisherman’s Bastion (foto 6 e 7), ou Bastião dos Pescadores em português, foi a mais bela todas, sem contar toda história que envolve esse lugar.
Uma estrutura gigantesca com muitos mirantes, mas nem todos são acessíveis sem custo, pois ficam dentro dos restaurantes ou cafés.

Fiquei curiosa com o nome e resolvemos perguntar a um morador local (os jovens de uma forma geral falam inglês, mas os mais velhos não). Nossa primeira tentativa foi frustada, mas logo na sequência encontramos uma jovem que nos explicou: suas sete torres homenageiam as sete tribos fundadoras da Hungria. A Construçao levou quase duas décadas para ser construída foi concluída em 1902. Não vimos o entardecer de lá, mas ela nos falou que é lindo.

Já passava das 14h e ainda queríamos fechar o nosso dia nas piscinas de aguas termal – Szechenyi Baths and Pool. (foto 8 e 9)

Pegamos o tuk tuk e começamos a descer. Só fizemos uma parada na Igreja de Matias, mas bem rapidinho porque vimos que as atrações mais bonitas estavam no topo, de onde estávamos voltando.

Em Budapeste existe a 1a linha de metrô da Europa Continental, só não é mais antiga do que a de Londres e ela nos levaria para a nossa próxima atração. Chegando ao metrô descobrimos que ela não estava funcionando 😔. Pegamos uma outra linha e partimos.

Concluímos que o melhor horário para ir é no final do dia, pois não está muito cheio.

Não tinha fila para entrar e conseguimos alugar armário no 1o piso. Como estávamos carregando mochilas com nossas roupas de banho, alugamos uma cabine, onde pudemos trocar de roupas e deixar nossos pertences. No local é possível alugar: roupão, chinelos, toalhas e toucas. E se por acaso estiver sem roupa de banho, tem lojinha logo na chegada vendendo. Nós fomos preparadas, só alugamos as toalhas.

Como é frequentada por muitas pessoas diferentes a água contém muito cloro, se for alérgico melhor não arriscar um mergulho.

O complexo é grande com várias piscinas externas , ao ar livre e algumas internas. Sem contar uma específica para quem quer nadar. Como estava um solzinho gostoso, apesar de ser inverno, optamos por ficar nas piscinas externas. Nos divertimos muito com os jatos de água que saem do chão. É um circulo formando um mini- labirinto . A diversão é caminhar entre os dois círculos, todos juntos. Nem preciso dizer que fui uma séria concorrente das crianças. Além disso tem vários pontos de hidromassagem.

Ao redor das piscinas, há vários bares, mas não é permitido entrar na água com nenhum objeto de vidro.
Ficamos por ali umas 2horas e depois de tanto cloro o que mais queríamos era um banho de verdade.

Chegamos ao apartamento por volta das 19horas. Tomamos um banho gostoso e saímos para jantar num restaurante que ficava pertinho do prédio.

Nosso segundo dia estava dedicado a conhecer Pest.

Começamos pelo Parlamento Hungaro (foto 10), que estava fechado para obras. Nas imediações encontramos um café e aproveitamos para tomar nosso café da manhã.

Voltamos na Basílica de São Estevão (foto 11) e dessa vez conseguimos subir (fomos de escada, lembra que falei no 1o dia 364 degraus🧐). Apreciamos a vista e descemos de elevador. Particularmente não acho que vale a pena os 500 HUF.

Seguimos para o Calçadão da rua Váci. Entramos em algumas lojas e visitamos algumas barraquinhas numa feirinha numa das esquinas (onde realmente compramos algo).

Encontramos um Starbucks (foto 12) e como amo café é parada obrigatória. Mesmo estando com chip internacional que compramos em Viena e que também nos atendeu muito bem por aqui, usufruímos do wiffi grátis😊

Fomos para as margens do Danúbio (foto 13), em Pest. A idéia era fazer passeio de barco, mas só tinha saida para as 18:30h e este horário não nos atendia, pois ainda queríamos conhecer o bairro judeu.

Passeamos pelo bairro judeu, onde esta localizada a Grande Sinagoga.

Uma das coisas que gosto de visitar em minhas viagens são: Museus e Igrejas. Esta Sinagoga é belissima, merece sua atenção.

Com uma arquitetura singular, o bairro contém ruas e vielas estreitas. A fachada dos prédios chamam a atenção pelos detalhes da decoração.

Bem pertinho fica o Mercado Central, mas ficou para uma próxima visita, pois tinhamos que arrumar as malas para seguir viagem na manhã seguinte.

Conclusão: 2 dias em Budapeste foi pouco.


2 thoughts on “Leste Europeu – Hungria, Budapeste

  1. É complicado definir o número de dias numa cidade. Parece que, quanto mais a gente fica, mais descobre que precisa de mais dias para apreciar toda a beleza, conhecer os costumes, ver os museus, experimentar a culinária e aproveitar tudo o que a cidade tem a oferecer de bom.
    Parabéns pelo blog e obrigada por dividir tudo com a gente!

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